O presidente do Equador, Guillermo Lasso, tomou a decisão de dissolver a Assembleia Nacional e antecipar as eleições legislativas e presidenciais. A medida foi tomada um dia depois de Lasso apresentar sua defesa em um processo de impeachment relacionado a acusações de corrupção.
Lasso negou as acusações e afirmou que seu governo fez modificações em um contrato para beneficiar o Estado, seguindo recomendações da Controladoria do Equador. Apesar do comitê de supervisão do Congresso não recomendar o impeachment em seu relatório, a maioria dos parlamentares apoiou uma resolução acusando Lasso de permitir a continuidade do contrato corrupto.
Para remover Lasso do cargo, seriam necessários 92 votos dos 137 membros. A votação para continuar o processo de impeachment recebeu 88 votos favoráveis.
Com base na Constituição equatoriana, Lasso invocou a “morte de mão dupla”, que permite ao presidente convocar eleições tanto para o seu cargo quanto para a assembleia em certas circunstâncias, especialmente quando as ações do Legislativo bloqueiam o funcionamento do governo. Lasso justificou a medida citando a grave crise política no país.
Lasso permanecerá no cargo por até seis meses, governando por decreto, enquanto as autoridades eleitorais nacionais marcam a data das eleições. O Tribunal Eleitoral do Equador terá até sete dias após a dissolução da assembleia para decidir sobre a data das novas eleições.


